Lá do alto pode olhar o arco-íris que era mais bonito em sua memória: as cores não combinavam com o céu cinzento da cidade e sim com o azul claro original dele.
Fixou seu olhar e foi acompanhando o cinza comer cada uma das cores daquele arco. Lembrou-se que um dia lhe disseram que no final do arco-íris havia um pote de ouro: mentira pura, afinal, quem sabe onde é o começo ou o fim do arco?
Então seus pensamentos o levaram a considerar que uma vez chegando numa ponta e não encontrando o pote, bastava ir até a outra e lá estaria.
Reparou melhor e viu que com aquele arco-íris diante dele não seria possível procurar nas duas pontas: a partir da metade as cores se perdiam no céu. “Estaria lá no alto o pote?” perguntou-se. “Não, o ouro não flutua”. Respondendo sua própria pergunta. E desceu do ônibus para fazer baldeação.
_”Nasceu para ser uma estrela era tudo o que ele mais queria, mas o céu tava sempre nublado”
Jay Vaquer – Estrela de Um Céu Nublado¬*