Era um problema muito sério, o de Paulo. Era de cunho conjugal, conjugação verbal. Não conjugava nenhum verbo errado, com a língua não tinha problemas.
A língua, aquela dentro da boca dele, é que era um problema e dizia “eu vou” no lugar de “vamos?”, “eu preciso” quando o certo seria “precisamos”.
Joana também não segurava a língua, e não levava desaforo pra casa de forma alguma, uma vez que os desaforos vinham de lá, respondia sonoramente que não e saía.
E assim viviam separadamente juntos, distanciadamente próximos e estranhamente apaixonados.
1 Comentário
11, Fevereiro, 2008 às 6:39 pm
Realmente bom!
Tão bom quanto o da carolina das carolinas!