3, Março, 2008...12:48 am

Carta Anônima

Ir aos comentários

Menina, sei que não é mais a mesma daquele dia. Confesso-te que aquilo que eu senti desde a primeira vez e me fez não esquecer o seu nome, permanece igual.

Depois de praticamente dois anos e meio, eu também não sou aquele mesmo. Hoje não teria deixado escapar para admirar-te ao longe, e apenas ver seu nome na lista dos melhores, ou na fila do cinema desejando que fosse eu o cara ao seu lado ou torcer tolamente para encontra-la ocasionalmente, por aí.

Pode, algo tão platônico assim? Foram tantas entrelinhas escritas pra você, tantos os textos inspirados em você. Teria um dia lido, percebido? Será esse apenas mais um? E aqueles escondidos? Será que você também escreve pra mim? Ou é coisa da minha cabeça? Minha tola cabeça…

Até que vivi um amor imenso e palpável. Lindo. Ainda assim, sua existência me perturbava, e eu me culpava por coisas que nunca fiz. Mas desejei! Como desejei! E como é perturbador quando se ama outra pessoa, ter um desejo inexplicável.

Minha cabeça já está enlouquecendo com tudo isso, apenas não consigo ver maneiras de me declarar abertamente. A rejeição seria mortal! Ou estou apenas sendo dramático? O fato é que nunca consegui te esquecer e nem acho que vou.

Pela sua grandeza, a pessoa maravilhosa que é. O que eu poderia te oferecer, que fosse compatível? Estou eu a sua altura?

Estou certo que não. Talvez, se um dia te ver novamente, poderia posar ao seu lado para uma foto, meu amor? Que platônico é e será. Será?

2 Comentários


Deixe uma resposta