Medo, cagaço: A situação está periclitante!
A frase em destaque era muito usada pelo meu professor Paulo Ramos no primeiro semestre para demonstrar como um título jamais deveria ser. Enfim.
Depois da tormenta do impresso, encaro agora dois meses de doses cavalares de aulas de rádio. São quatro programas jornalísticos de rádio tocado por um grupo de aproximadamente quinze pessoas. Complicadinho, eu sei.
O primeiro dia foi tão bonito! Pude escolher a minha função no programa de estréia: serei repórter e gravarei uma matéria no estúdio com no máximo dois minutos e no mínimo duas fontes (elementar, Watson). Daí que as próximas funções foram sorteadas e de repórter, passo a ser âncora.
(silêncio constrangedor e longo, beeeeem longo)
Quem me conhece sabe. Os meus cabelos podem não ser os mesmos, mas a minha voz é aquela horrível e nasal de sempre. Uma coisa é uma reportagem curta pois se acharem a minha voz tosca podem rir. Eu posso rir, mas passa e jornal segue adiante. No entanto, ser âncora é bem diferente. Além de chamar matérias, fechar e abrir blocos, devo fazer comentários e dar opinião. “O jornal tem que ter a cara do âncora”. Sim, aí eu faço cara de bosta e digo “fudeu”. Que cara, portanto, terá o jornal?
Ai, ai… enfim tomei coragem e resolvi canalizar minhas angústias no blog. Tinha cogitado negociar troca com algum outro integrante, mas resolvi topar o desafio. Preciso ganhar confiança na minha capacidade, no maior estilo “querer é poder, conseguir”. Pode ser uma oportunidade única, afinal quem garante que eu trabalharei em rádio depois de formado? Qualquer babaca sabe que voz é uma desculpa esfarrapada de um cagão (se você concorda, você é um babaca).
Em brasília – terra de Guilherme Zaiden – zero hora e trinta e três minutos.
2 Comentários
27, Março, 2008 às 11:27 am
Ser âncora é legal Dú. E nada que você não possa trabalhar a sua voz.
Chá de gengibre é muito bom (mitos da minha avó.)
Ei, isso daria um post!
Rá!
1, Abril, 2008 às 1:41 pm
Demorô pra atualizar hein.