Acordou descansado, sem nenhuma ressaca da noite anterior. Levantou com preguiça ainda cerrando os olhos e foi cuidar de escovar os dentes para conseguir comer alguma coisa.
No seu estado de transe, distante, mal pode ouvir os sons terrestres, sentir o calor que fazia ou dores causadas pelo desconforto do leito.
Lamentou o desperdício de ter estado ali, mas precisava desesperadamente daquilo. Anestesiar-se das impressões, mentiras e verdades.
Lamentava estar dos dois lados de um conflito infundado e irracional. Saber muitas coisas atrapalha, fingir-se de desavisado complica, não saberem de nada disso piora.
Aquela principal dúvida que ecoava na cabeça, era algo esclarecido na cabeça de qualquer outro, de formas diferentes.
Ele então cuspiu a pasta, lavou a boca e agradeceu não existir ali um espelho para encarar-lhe no olho. Com os dentes limpos, já podia sorrir novamente. Só não sabia o porque e nem se devia.
1 Comentário
3, Junho, 2008 às 2:44 am
Se tem uma coisa que eu aprendi me ferrando é que a gente sempre tem um motivo pra sorrir!