31, Maio, 2008...9:41 pm

Limpa e cospe

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Acordou descansado, sem nenhuma ressaca da noite anterior. Levantou com preguiça ainda cerrando os olhos e foi cuidar de escovar os dentes para conseguir comer alguma coisa.

No seu estado de transe, distante, mal pode ouvir os sons terrestres, sentir o calor que fazia ou dores causadas pelo desconforto do leito.

Lamentou o desperdício de ter estado ali, mas precisava desesperadamente daquilo. Anestesiar-se das impressões, mentiras e verdades.

Lamentava estar dos dois lados de um conflito infundado e irracional. Saber muitas coisas atrapalha, fingir-se de desavisado complica, não saberem de nada disso piora.

Aquela principal dúvida que ecoava na cabeça, era algo esclarecido na cabeça de qualquer outro, de formas diferentes.

Ele então cuspiu a pasta, lavou a boca e agradeceu não existir ali um espelho para encarar-lhe no olho. Com os dentes limpos, já podia sorrir novamente. Só não sabia o porque e nem se devia.

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