27, Junho, 2008...7:58 pm

SINTONA

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Esse é um velho rascunho não publicado antes por preguiça.

Tenho um hábito, mania, sei-lá. Uns acham muito feio, outros normal, enfim. Depois de muito pensar, chamei esse negócio meu de “síndrome do interesse em tópicos que não me apetecem”, SITONA.

Simples: na sala de aula, um colega qualquer conversa com outro colega qualquer e eu escuto tudo bem atento com pose de quem está em outro mundo. Feio. As vezes chego até a me intrometer. “Por que você não tenta isso?”. “A minha cachorra também faz isso”.

Há momentos de descrição. Onde apenas dou risada de uma piada contada para outras pessoas que não eu. Dentro de ônibus sofrer de SITONA é inevitável. Principalmente quando estou sozinho, sem MP3, sem um livro, revista (às vezes interrompi leituras para me concentrar em ouvir algo que não me apetecia) ou um conhecido de longa data para puxar assunto. Chefes são o principal tópico das pessoas nos transporte coletivo.

E no trabalho? Quando alguém atende ao telefone, me intero de toda conversa e quando a pessoa desliga, eu ainda faço perguntas para esclarecer o que não ficou claro (“o que sua ele queria?”). Inconveniente. Um tanto quanto apenas. Demonstra curiosidade e intrometimento.

O mais engraçado de tudo é que eu não sou compreensivo com quem sofre da mesma síndrome. Bando de intrometidos, desocupados e enxeridos! Cuidando da vida alheia. Te dou um gato?

Pelo menos não tenho por hábito repassar a terceiros o que ouvi sem ser convidado a. É o mínimo, isso geraria muitas intrigas, sem dúvidas!

O mais legal é quando alguém vem a mim e conta algo com ar de novidade ou em uma conversa da qual eu participo deixa escapar algo que eu supostamente não deveria saber. Mas eu já sabia.

Graças a essa síndrome, também descobri um blog bem legal. Não disse? Tem suas vantagens…

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