Agora vamos a um relato marcante: acabo de assistir a pré-estréia do filme “Crepúsculo” (comecei esse texto na quinta à noite), baseado no livro Best-seller de mesmo nome da Stephanie Mayer, que faz uma ponta no filme, segundo fontes que me cochicharam durante a sessão do filme. Cochicho esse, extremamente desnecessário uma vez que a sala do cinema estava tomada por pessoas histéricas e eufóricas que assoviavam, gritavam, riam e faziam muitos “ohs!” e “ahns!”. Mas algumas pessoas simplesmente não se deixam afetar pela falta de educação alheia e continuam tentando manter o respeito, por isso o cochicho.
Toda via, eu tinha terminado hoje (quinta) de ler o livro (em inglês) e concluído que era algo muito mamão-com-açucar. Eu explico: tire os vampiros (o filme é um romance vampiro, caso não saiba), coloque músicas e você terá um High School Musical. O filme me surpreendeu de maneiras boas e ruins.
Coisas boas: a ação, o sangue, as mortes, que eu senti falta do livro, apareceram no filme. Tem também o Volvo C30, um puta carro. De ruim, o filme era dublado, o filme era dublado, o filme era dublado. Do começo ao fim! (confesso de que criei esperanças de que isso ia mudar) Se piorar, estraga. Tem outras coisas ruins mais esse fato marcou demais.
Falando de livros, Harry Potter é melhor (que Crepúsculo, ficou claro?). Na minha franca (e fraca) opinião, evidentemente. E você ainda pode argumentar que eu ainda não li toda a série da Stephanie Mayer e que Harry Potter foi melhorando a cada livro, é verdade. Mas ainda acho que a guerra contra aquele-que-não-deve-ser-nomeado, com mistérios e verdades sendo descobertas gradativamente (Lord Voldemort), nunca será superada pelo mistério: será que Edward e Bella vão terminar juntos? Será que ele vai mordê-la? Vai chupá-la? (Pausa para o banheiro e não se esqueça de lavar as mãos )
E outro ponto negativo do livro é um gosto muito pessoal. Não gosto de personagem metido a narrador! Pronto falei! Narradores de fora sempre são mais espertos, sagazes, e legais porque tudo vêem, tudo sabem, e sabem o que contar, como contar e quando contar. Isabella narra a própria história, por isso, se você for uma menina vai parar de lamentar nunca ter encontrado um príncipe encantado e vai passar a lamentar nunca ter encontrado um vampiro para amar. Isso porque a Isabella não sabe o que Edward está planejando, mas ela confia nele por estar loucamente apaixonada e mesmo o cara sendo um sangue-suga, que come um urso antes de passar um tempo com ela para não partir pra cima, ela acha o cara perfeito. Vai entender!
Sei que Edward não vai matá-la, pois isso seria uma estupidez comercial da autora. Ninguém indicaria os livros se no final a mocinha descobrisse que o tempo todo o vampirinho só queria come-la. Isso é ficção, minha gente! Mas caso o narrador fosse uma terceira pessoa, seria bem possível e as pessoas iriam gostar e torcer: “coma essa babaca, Edward!”.
Voltando ao filme, eu devo estar passando por sérios problemas cognitivos! Porque as pessoas da sala de cinema aplaudiram no final! E eu não entendi a razão. Vai ver elas gostaram da dublagem…
2 Comentários
21, Dezembro, 2008 às 11:49 am
Eu vou assistir e tirar minhas proprias conclusoes. Talvez eu leia o livro tambem. Mas, sinceramente, poucas vezes eu li um texto seu com tantas frases desnecessarias e sem sentido para o contexto. O que foi que te deu?! (Teclado desconfigurado)
14, Fevereiro, 2009 às 7:19 am
“Por isso, se você for uma menina vai parar de lamentar nunca ter encontrado um príncipe encantado e vai passar a lamentar nunca ter encontrado um vampiro para amar.
[...]mesmo o cara sendo um sangue-suga, que come um urso antes de passar um tempo com ela para não partir pra cima, ela acha o cara perfeito. Vai entender!”
Ela é mulher. Precisa de outra explicação??